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APRESENTAÇÃO

A grandeza do Parque Ecológico do Tietê com seus 12,5 milhões de m2 destaca-se dentro da cidade de São Paulo a uma distância de 700 km da terra, conforme mostra a imagem em destaque.
Foi com o objetivo de preservar as várzeas do rio Tietê, que em 1976 o Arquiteto Ruy Ohtake elaborou o projeto de criação do Parque Ecológico, propondo as características de um parque urbano, onde a população pudesse usufruir plenamente esta faixa aberta, que integra os equipamentos de uso social com o verde e a água. Conforme já havia previsto o Arquiteto Ruy Ohtake, a implantação de grandes projetos de intervenção urbana, os que geram as grandes linhas de uma cidade, não podem ficar circunscritos aos quatro anos de um governo. E achava fundamental a urgente criação do Conselho da Cidade, órgão que terá a incumbência de garantir a implantação integral dos grandes projetos urbanos, ao longo de tantas administrações quantas forem necessárias.
Após 21 anos de fundação do Núcleo de Engenheiro Goulart, pouca coisa mudou, a exceção do projeto de revitalização iniciado no final de 1997, da Implantação do Museu do Tietê em 1998, de pequenas obras estruturais e de parcerias para o reflorestamento de algumas áreas externas do parque.
A manutenção e conservação da área interna do parque vêm sendo feito com pequenos recursos repassados pelo DAEE, e nenhuma obra mais significativa em sua estrutura foi elaborada nos últimos anos.
É justamente com este objetivo que foi criado a ASSUAPET - Associação dos Usuários e Amigos do Parque Ecológico do Tietê. Preservar os limites originais do parque, defendendo sua identidade física e cultural com a cidade de São Paulo, sugerir constantemente sua conservação e propor prioridade face as reais necessidades dos usuários.
O CRESCIMENTO X MANUTENÇÃO

Com a crescente conscientização da população quanto à necessidade de se praticar atividades físicas para seu bem estar e sua saúde, o numero de pessoas que passaram a freqüentar o parque aumentou sensivelmente e a trilha é a mais utilizada pelos caminhantes, grupos da terceira idade, atletas corredores e por pessoas que vem apenas passear pela trilha com sua família nos finais de semana.
Além da divulgação do parque pela internet através do site pessoal denominado ECOTIETE - http://ecotiete.sites.uol.com.br - mantido por um usuário do parque e a vinda da USP - Universidade de São Paulo para dentro de uma área do parque, fez com que o nome do parque se projetasse ainda mais, e conseqüentemente atraindo mais visitantes, sem que sua estrutura de funcionários, de equipamentos e medidas de conservação sofresse qualquer alteração.
E atendendo constantes reclamações dos usuários, principalmente durante a temporada de chuvas, ocasião em que há necessidade de mais manutenção das áreas verdes e conservação da trilha de caminhada, foi decidido como prioridade, a recuperação da trilha de caminhada, denominada de PROJETO TRILHA.
A Trilha e um caminho aberto dentro da área do parque e que tem diversas finalidades, desde o tráfego de veículos pesados do próprio parque, até a utilização para as caminhadas, que segue margeando a Rodovia Ayrton Senna por aproximadamente 1.500 metros segue por mais 500 metros sentido norte até a margem do rio Tietê, depois margeia o rio por mais 2.500 metros e segue por mais 860 metros até chegar ao ponto inicial ao lado do lago dos pedalinhos.O percurso total da trilha é de 5.360 metros, mais uma variante de 800 metros ao lado do lago principal, estima-se a recuperação de um trecho total de 5.860 metros.
MOTIVOS DA RECUPERAÇÃO

Durante a temporada de chuva entre novembro e março, vários pontos da trilha ficam praticamente intransitáveis (conforme imagem acima) devido ao acúmulo de água e da lama formado pelo tráfego de veículos da segurança e de manutenção do parque, porque a trilha não foi inicialmente projetada para o uso social, e sim, incorporada pela comunidade usuária face as suas necessidades esportivas, culturais e de lazer.
Um outro ponto de destaque, é que para suportar o tráfego pesado de caminhões na ocasião da drenagem do leito do rio em épocas passadas, foi colocado pedras e blocos de concretos junto com pedriscos e areia, e devido a erosão no decorrer do tempo, as pedras acabaram ficando expostas, tornando-se freqüente o tropeço e queda de muitos usuários.
O PROJETO TRILHA
Nossa sugestão para este projeto, e a preparação da camada inferior trilha com material de fácil drenagem das águas fluviais, elevação da parte central para facilitar o escoamento pelas laterais, evitando-se assim o acúmulo de água, e colocação de pequenas pedras britadas no leito da trilha.

SINALIZAÇÃO
Há necessidade de se colocar totens de concreto a cada km (vide imagem) com o objetivo de orientar os usuários sobre sua localização, ou seja, onde ele se encontra dentro da área do parque.Colocação de placas de orientação sobre os cuidados com a sua segurança, sobre a alimentação dos animais e seus riscos, sobre a proibição da entrada de animais domésticos em Parques Estaduais (Lei 25.341), e diversas outras orientações necessárias aos visitantes.
CABINES DE SEGURANÇA
A colocação de diversas cabines de segurança ao longo da trilha de faz necessário, pois a maior parte da trilha está dentro de uma área de vegetação fechada e causa muita insegurança ao usuário, mas, com as cabines com os seguranças em pontos estratégicos juntamente com sistema de comunicação via rádio, poderá inibir ação de delinqüentes e dar um apoio maior aos usuários em caso de necessidade.
LIXEIRAS
Há necessidade de colocação de novas lixeiras no percurso da trilha, pois as poucas que existem estão danificadas.
ILUMINAÇÃO NOTURNA
Há necessidade de iluminação noturna em toda extensão da trilha para facilitar o patrulhamento da segurança interna, e inibir a ação de caçadores e pescadores.
MANUTENÇÃO DAS ÁREAS VERDES

Entre os kms três e 5 da trilha existem poucas árvores, tendo como vegetação predominante a grama e o capim gordura, os quais exigem uma manutenção constante.
Outra alternativa para esta área será o reflorestamento por árvores nativas.
O ABAIXO ASSINADO
O abaixo assinado do PROJETO TRILHA - Recuperação total da trilha de caminhada, cuja cópia anexamos, contou com o apoio de
4.500 usuários e amigos do parque, que alem de contar com a iniciativa da ASSUAPET, contou com a colaboração de diversas entidades de bairro e da comunidade usuária do parque.
Estamos entregando este documento nas mãos do Governador do Estado de São Paulo, Sr. Geraldo Alckmin e também aos Parlamentares que estiverem solidários com este projeto, aproveitando para enfatizar, que poderíamos chegar a 10 ou 20 mil assinaturas, mas concluímos que o número representado pelas assinaturas que anexamos representam 99,9% dos usuários que foram abordados ou que simplesmente se ofereceram para assinar a lista.
Pedimos ao Governador do Estado que além deste nosso pedido, dê uma atenção especial na
Reabertura do Conjunto Aquático, pavimentação de uma Raia de Atletismo já existente no parque, e que leve em consideração a necessidade de melhorar a estrutura do parque, contratando
mais funcionários para o atendimento à comunidade usuária e compra de
novos maquinários para a manutenção adequada da maior área de lazer, ecológica e ambiental da zona leste da cidade de São Paulo.
São Paulo, 17 de Junho de 2003
Anacleto Barbosa Pereira - Presidente
ASSUAPET - Associação dos Usuários e Amigos do Parque Ecológico do Tietê
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